Com 121 percussionistas mirins, ala de dança e tema ancestral, projeto reafirma a festa como espaço de educação e inclusão
O Olodum Mirim voltou a marcar presença no Carnaval de Salvador com um desfile que uniu formação cultural, ancestralidade e protagonismo infantil. Integrando a programação oficial da festa, o grupo saiu da Casa do Olodum e percorreu o Circuito Batatinha, no Pelourinho, levando ao público a força dos tambores e a identidade afro-brasileira.

Na ala de dança, 41 integrantes se apresentaram sob o comando do professor Wagner Santana. Na percussão, 121 jovens músicos foram conduzidos pela mestrina Tainara Miliane e pelo aluno auxiliar Vinícius Borges. Os percussionistas são formados na Escola Olodum, que iniciou a apresentação na sede da instituição antes de seguir em cortejo pelo circuito.

A Escola Olodum integra a programação carnavalesca como eixo permanente de formação cultural. Por meio de projetos de arte-educação, desenvolve atividades voltadas a crianças e adolescentes nas áreas de música, dança e conteúdos pedagógicos ligados à cultura afro-brasileira. Durante a folia, essas ações ganham visibilidade com o desfile do Olodum Mirim, reafirmando o Carnaval como espaço de educação, inclusão e fortalecimento da identidade negra.

Em 2026, o projeto celebra 36 anos de trajetória com o tema “Kemet – Ancestralidade, Realeza e Negritude”, destacando referências à história africana e à valorização das raízes culturais. O desfile consolida o Olodum Mirim como uma das principais iniciativas de formação artística da festa, unindo tradição, educação e transformação social.
O Carnaval 2026 da Escola Olodum Mirim conta com apresentação do Atacadão.
Crédito das fotos: Divulgação/Magali Moraes

