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MATOU A ESPOSA GRÁVIDA, PARTICIPOU DAS BUSCAS E FOI AO VELÓRIO COMO SE NADA TIVESSE ACONTECIDO

Publicada em: 19/05/2026 00:10 -

Um dos casos de feminicídio mais cruéis já registrados no país voltou a repercutir nas redes sociais pela brutalidade e frieza do crime. Daiane Reis Mota, de 25 anos, grávida de nove meses, foi assassinada pelo próprio companheiro, Adilson Prado Lima Júnior, em dezembro de 2017 em Serrinha, na Bahia. A jovem estava com a cesariana marcada para dois dias depois e aguardava a chegada do filho.

Segundo as investigações, Adilson convidou Daiane para sair alegando que comprariam itens para o enxoval do bebê. No entanto, levou a companheira para uma área isolada de mata, onde efetuou um disparo na nuca da vítima. Daiane morreu no local e o bebê também não resistiu.

Após o crime, o acusado tentou despistar familiares e autoridades. Ele voltou para casa fingindo preocupação, participou das buscas pelo suposto desaparecimento da esposa, registrou boletim de ocorrência e chegou a comparecer ao velório demonstrando falso sofrimento.

As contradições no depoimento, imagens de câmeras de segurança e provas reunidas pela Polícia Civil levaram Adilson a confessar o crime no dia seguinte.

De acordo com a investigação, a motivação teria sido ciúmes e dúvidas sobre a paternidade da criança. Posteriormente, exame de DNA confirmou que o bebê era filho do acusado.

O caso gerou forte comoção nacional e se tornou símbolo da luta contra o feminicídio e a violência doméstica no Brasil.

Em abril de 2022, Adilson Prado Lima Júnior foi condenado a 43 anos e 10 meses de prisão.

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