JUSTIÇA CONDENA HOMEM A 22 ANOS POR MATAR EX-COMPANHEIRA DENTRO DE BAR NO EXTREMO SUL DA BAHIA
Um homem foi condenado a 22 anos de prisão pelo assassinato da ex-companheira, ocorrido em Itabela, no extremo sul da Bahia. João Batista de Araújo foi considerado culpado pelo Tribunal do Júri pela morte de Sirleide de Jesus Oliveira, de 41 anos, atingida por disparo de arma de fogo dentro de um bar.
O julgamento aconteceu na quarta-feira (19). Os jurados reconheceram que o crime ocorreu por razões relacionadas à condição de mulher, em um contexto de violência doméstica e familiar.
João Batista deverá cumprir a pena inicialmente em regime fechado. A Justiça manteve a prisão preventiva e determinou o início imediato do cumprimento da sentença. Com isso, ele permanece preso e não poderá recorrer em liberdade.
Crime aconteceu dentro de bar
Sirleide foi morta na noite de 11 de janeiro, dentro do “Bar da Joana”, localizado no bairro Bandeirantes, em Itabela.
Segundo a denúncia, vítima e acusado mantiveram um relacionamento por aproximadamente quatro anos. Durante as investigações, João Batista confessou ter efetuado o disparo e alegou uma suposta traição como motivação para o crime.

Sirleide chegou a ser atendida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos.
A sentença também considerou que a arma utilizada não possuía registro ou porte regular. O fato de o disparo ter sido efetuado em um estabelecimento público foi outro aspecto considerado na avaliação da gravidade da conduta.
Vítima deixou sete filhos
O impacto provocado pelo assassinato na família de Sirleide também foi considerado na definição da pena. A mulher era mãe de sete filhos, sendo três menores de idade e um deles com deficiência.
Durante o julgamento, uma testemunha relatou ainda que o irmão da vítima, que também possui deficiência, apresentou piora no quadro de saúde após a morte de Sirleide e precisou ser internado.
Inicialmente, a pena foi estabelecida em 25 anos de prisão, mas foi reduzida para 22 anos após a Justiça considerar a confissão espontânea do acusado.
Os jurados não reconheceram a circunstância de que o crime teria sido cometido de forma a dificultar a defesa da vítima. Ainda assim, João Batista foi condenado pelo assassinato cometido no contexto de violência doméstica e familiar contra Sirleide.
Fotos: G1 BAHIA



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